sábado, 22 de agosto de 2026
Sem dopamina
E num mundo tão caótico
em que a primeira opção de muitos
talvez até a única,
seja de imagens e vídeos rápidos
quase que 90% produzidos por IA
eu escolho o conforto das minhas palavras,
aquelas que meus dedos decidiram escrever
através da observação dos meus olhos,
do ouvir dos meus ouvidos
do sentir com a minha pele aquele arrepio…
um incômodo na garganta e as borboletas no estômago ansiosas pela criação
mesmo sem rimar
mesmo com imperfeições
sem a lógica e talvez a coesão,
só a poesia, sem filtros…
não senti a necessidade de mastigar nada
pra você leitor
nem tenho a expectativa da sua leitura
essa poesia, que saiu de repente, não pede licença pra existir
não pede pra estar certa gramaticalmente,
não pede resumo,
nem imagem mastigada pra sua mente viciada
ela só existe…assim,
sem Inteligencia artificial
fruto de um coração humano, pulsante e imperfeito
voltando pra casa.
Nana magalhães
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